Conversas entre duas amigas no limite da inadequação

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Nem crise dos 30, nem crise econômica: a crise aqui é de criatividade

Amiga, eu sequei!

Eu esturriquei e, de repente, me vi no deserto criativo.

Vivo o tempo todo cercada de informação, lendo tudo por prazer e nunca por obrigação. Desde o periódico conservador até meus autores e histórias favoritos.

Só que, embora trabalhe escrevendo, eu não consigo mais escrever.

Não é produzir texto ou conteúdo. Isso eu tiro de letra. Mas elaborar aquele pensamento e estabelecer, de forma criativa, a rotina que me propus que é de escrever porque eu gosto e porque eu descobri que o mundo é um moinho e, nem sempre, vamos fazer aquilo que amamos do jeito que amamos.
É que no meio disso tudo tem aquela coisa chata chamada sobreviver. E eu, talvez, não tenha culhões para bancar uma existência totalmente desregrada (eu sou virginiana e preciso de ordem, gente!) e fazer aquilo que tenho vontade.

Certas vezes, a gente tem sorte, e encontra uma coisa que faz a gente ter tesão e paixão por mais puxada que seja, por mais exausto que você esteja e por mais tempo que tome. É que, às vezes, eu também sou idealista, vejam vocês.

Mas é que eu não tenho mais ânimo para escrever e abandonei o único lugar que eu me coube ser aquilo que eu quisesse e escrever sobre o que eu quisesse e, há pelo menos um ano, eu não escrevo no blog.
Caramba!  E eu li muita coisa nesse tempo. Devo ter lido umas cinco mil páginas de Game of Thrones e não consegui desenvolver uma linha sobre os livros aos quais dediquei um bom tempo da minha vida e foi a única coisa que fiz no último ano e meio quando me sobrou tempo.

E olha, que eu reflito tanto, penso tanto, desenvolvo teses, matérias sobre muita coisa todos os dias, mas na hora de escrever, até o relatório, nada sai.

Você questionou a crise da pergunta e eu questiono: vivo a crise da criatividade?

Me ajude a responder...


Saudades.

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