Amiga, eu sequei!
Eu esturriquei e, de repente, me vi no deserto criativo.
Vivo o tempo todo cercada de informação, lendo tudo por
prazer e nunca por obrigação. Desde o periódico conservador até meus autores e
histórias favoritos.
Só que, embora trabalhe escrevendo, eu não consigo mais
escrever.
Não é produzir texto ou conteúdo. Isso eu tiro de letra. Mas
elaborar aquele pensamento e estabelecer, de forma criativa, a rotina que me
propus que é de escrever porque eu gosto e porque eu descobri que o mundo é um
moinho e, nem sempre, vamos fazer aquilo que amamos do jeito que amamos.
É que no meio disso tudo tem aquela coisa chata chamada
sobreviver. E eu, talvez, não tenha culhões para bancar uma existência
totalmente desregrada (eu sou virginiana e preciso de ordem, gente!) e fazer
aquilo que tenho vontade.
Certas vezes, a gente tem sorte, e encontra uma coisa que
faz a gente ter tesão e paixão por mais puxada que seja, por mais exausto que
você esteja e por mais tempo que tome. É que, às vezes, eu também sou
idealista, vejam vocês.
Mas é que eu não tenho mais ânimo para escrever e abandonei
o único lugar que eu me coube ser aquilo que eu quisesse e escrever sobre o que
eu quisesse e, há pelo menos um ano, eu não escrevo no blog.
Caramba! E eu li
muita coisa nesse tempo. Devo ter lido umas cinco mil páginas de Game of
Thrones e não consegui desenvolver uma linha sobre os livros aos quais dediquei
um bom tempo da minha vida e foi a única coisa que fiz no último ano e meio
quando me sobrou tempo.
E olha, que eu reflito tanto, penso tanto, desenvolvo teses,
matérias sobre muita coisa todos os dias, mas na hora de escrever, até o
relatório, nada sai.
Você questionou a crise da pergunta e eu questiono: vivo a
crise da criatividade?
Me ajude a responder...
Saudades.



